Coluna de destilação: funcionamento, balanço de massa, internos e refino de petróleo
A destilação separa misturas pela diferença de volatilidade dos componentes. Coluna, condensador, vaso de refluxo e refervedor trabalham juntos para criar contato entre vapor e líquido, concentrando componentes mais voláteis no topo e menos voláteis no fundo.
Como funciona uma coluna de destilação?
A alimentação entra em um estágio intermediário. O refervedor fornece calor e gera vapor ascendente, enquanto o líquido escoa para baixo por pratos ou recheios. O contato entre as fases promove transferência de massa. No topo, o vapor é condensado; uma parte sai como produto e outra retorna como refluxo. No fundo, retira-se a corrente enriquecida nos componentes menos voláteis.
Balanço de massa: alimentação, destilado e fundo
Em regime permanente, sem reação e sem acúmulo, o balanço global externo é F = D + B. Para um componente A, FzF = DxD + BxB. Essas relações permitem calcular uma vazão ou composição desconhecida quando as demais grandezas são conhecidas. O refluxo é uma corrente interna e, por isso, não aparece no balanço global externo.
Componentes internos de uma coluna recheada
Recheios estruturados ou aleatórios ampliam a área de contato entre vapor e líquido. Distribuidores e redistribuidores evitam canalização e má distribuição, enquanto grades suportam o leito sem bloquear as fases. Bocas de visita viabilizam inspeção e manutenção. O desempenho depende de boa distribuição, baixa perda de carga e capacidade adequada antes de inundamento.
Destilação fracionada do petróleo
Na refinaria, o petróleo aquecido entra na coluna atmosférica e se distribui em frações. Gases e GLP saem nas regiões mais frias; nafta, querosene, diesel e gasóleos ocupam regiões intermediárias; o resíduo atmosférico permanece no fundo e pode seguir para destilação a vácuo ou outras unidades. As faixas se sobrepõem e variam com o petróleo, os cortes especificados e a configuração da refinaria.
Variáveis importantes no projeto e na operação
- Composição, vazão, temperatura, pressão e condição térmica da alimentação.
- Razão de refluxo, carga térmica do refervedor e remoção de calor no condensador.
- Número de estágios, eficiência dos pratos ou altura equivalente de recheio.
- Perda de carga, inundamento, arraste, gotejamento e má distribuição.
- Especificações de pureza, materiais, corrosão e segurança de processo.
Infográficos traduzidos, revisados e adaptados pelo Projetistas PE a partir de referências visuais fornecidas para fins educacionais.
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