Ferramentas para projetistas

Nossa Page no Linkedin

Coluna de destilação: funcionamento, balanço de massa, internos e refino de petróleo

Código da matéria: PE030

A destilação separa misturas pela diferença de volatilidade dos componentes. Coluna, condensador, vaso de refluxo e refervedor trabalham juntos para criar contato entre vapor e líquido, concentrando componentes mais voláteis no topo e menos voláteis no fundo.

Funcionamento de uma coluna de destilação com condensador, refluxo e refervedor

Como funciona uma coluna de destilação?

A alimentação entra em um estágio intermediário. O refervedor fornece calor e gera vapor ascendente, enquanto o líquido escoa para baixo por pratos ou recheios. O contato entre as fases promove transferência de massa. No topo, o vapor é condensado; uma parte sai como produto e outra retorna como refluxo. No fundo, retira-se a corrente enriquecida nos componentes menos voláteis.

Balanço de massa: alimentação, destilado e fundo

Balanço global e de componente em uma coluna de destilação

Em regime permanente, sem reação e sem acúmulo, o balanço global externo é F = D + B. Para um componente A, FzF = DxD + BxB. Essas relações permitem calcular uma vazão ou composição desconhecida quando as demais grandezas são conhecidas. O refluxo é uma corrente interna e, por isso, não aparece no balanço global externo.

Componentes internos de uma coluna recheada

Componentes internos de coluna recheada: distribuidores, recheios, suporte e boca de visita

Recheios estruturados ou aleatórios ampliam a área de contato entre vapor e líquido. Distribuidores e redistribuidores evitam canalização e má distribuição, enquanto grades suportam o leito sem bloquear as fases. Bocas de visita viabilizam inspeção e manutenção. O desempenho depende de boa distribuição, baixa perda de carga e capacidade adequada antes de inundamento.

Destilação fracionada do petróleo

Visão simplificada das frações obtidas na destilação atmosférica do petróleo

Na refinaria, o petróleo aquecido entra na coluna atmosférica e se distribui em frações. Gases e GLP saem nas regiões mais frias; nafta, querosene, diesel e gasóleos ocupam regiões intermediárias; o resíduo atmosférico permanece no fundo e pode seguir para destilação a vácuo ou outras unidades. As faixas se sobrepõem e variam com o petróleo, os cortes especificados e a configuração da refinaria.

Variáveis importantes no projeto e na operação

  • Composição, vazão, temperatura, pressão e condição térmica da alimentação.
  • Razão de refluxo, carga térmica do refervedor e remoção de calor no condensador.
  • Número de estágios, eficiência dos pratos ou altura equivalente de recheio.
  • Perda de carga, inundamento, arraste, gotejamento e má distribuição.
  • Especificações de pureza, materiais, corrosão e segurança de processo.
Modelo simplificado: os diagramas ajudam a compreender o processo, mas o dimensionamento real exige equilíbrio de fases, balanços de energia, hidráulica da coluna, propriedades termodinâmicas e critérios do projeto.

Infográficos traduzidos, revisados e adaptados pelo Projetistas PE a partir de referências visuais fornecidas para fins educacionais.

Comentários

Postagens mais visitadas

CALCULADORA DE PERDA DE CARGA EM TUBULAÇÕES (ATUALIZADA 2026)

CALCULADORA TANQUE TORISFÉRICO (ATUALIZADA 2026)

APOSTILA DE SAP MÓDULO PM PARA PCM