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Anvisa aprova primeira caneta de semaglutida sintética análoga ao Ozempic

Reprodução de matéria da Agência Gov. A publicação original informa que a reprodução é gratuita desde que citada a fonte.
Saúde Publicado em 26/05/2026 04:59 | Agência Gov | Via Anvisa

Ozivy passou pelo processo técnico de comprovação de eficácia, segurança e qualidade

Anvisa aprova primeira caneta de semaglutida sintética análoga ao Ozempic
Divulgação
O novo medicamento é uma versão sintética de um medicamento originalmente biológico registrado na Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta terça-feira (26/5) o registro do medicamento Ozivy. O produto é a primeira caneta de semaglutida sintética análoga ao produto biológico liberado para comercialização no Brasil. Ou seja, o novo medicamento é uma versão sintética de um medicamento originalmente biológico registrado na Anvisa.

O medicamento usa o mesmo princípio ativo do Ozempic, que teve sua patente expirada em 20 de março. O pedido de registro do medicamento com semaglutida sintética chegou em 2023 e passou pelo processo técnico de comprovação de eficácia, segurança e qualidade feita por meio do registro na Anvisa.

O pedido de registro foi feito pelo laboratório EMS/SA e seguiu a ordem cronológica e de prioridade para medicamentos do tipo GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. As prioridades, que incluem a semaglutida, foram definidas nos termos do Edital de Chamamento12/2025 . Atualmente, outros cinco medicamentos de origem sintética e um de origem biológica da semaglutida seguem em análise na Agência, além de outros processos que estão na fila.

Indicação aprovada

Ozivy poderá ser usado para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlado, como adjuvante à dieta e exercício:
- em monoterapia, quando a metformina é considerada inapropriada devido a intolerância ou contraindicações;
- em adição a outros medicamentos para o tratamento do diabetes.

O produto será apresentado como solução injetável, em caneta preenchida para administração semanal. A forma de conservação do novo produto é diferente do medicamento originador (Ozempic). Ele deve ficar armazenado em geladeira (em temperaturas de 2 °C a 8 °C) antes e depois de iniciado o tratamento.

A conservação do Ozempic é diferente e exige esse armazenamento refrigerado apenas antes do uso, podendo ficar até 30ºC por até seis semanas após o paciente iniciar as doses.

Veja as opções de apresentações aprovadas e que poderão ser oferecidas pelo laboratório:

Solução injetável de semaglutida 1,34 mg/mL em sistema de aplicação preenchido (multidose e descartável) com 1,5 ml + 1 caneta + 6 agulhas

Solução injetável de semaglutida 1,34 mg/mL em sistema de aplicação preenchido (multidose e descartável) com 3 ml + 2 canetas +10 agulhas

Solução injetável de semaglutida 1,34 mg/mL em sistema de aplicação preenchido (multidose e descartável) com 1,5 ml + 1 caneta + 4 agulhas

Solução injetável de semaglutida 1,34 mg/mL em sistema de aplicação preenchido (multidose e descartável) com 3 ml + 2 canetas + 8 agulhas

Como todos os medicamentos do tipo GLP-1, a semaglutida sintética está sujeita à prescrição de receita médica em duas vias.

Desafio técnico

A avaliação dos análogos sintéticos de semaglutida é tratada como um desafio técnico para as agências reguladoras em todo o mundo. A Anvisa é uma das primeiras a registrar esse tipo de produto.

Até então, os medicamentos de semaglutida registrados no Brasil eram todos biológicos, elaborados a partir de insumo farmacêutico ativo (IFA) biológico. Os medicamentos biológicos são moléculas complexas e podem ser obtidas a partir de fluidos biológicos, tecidos de origem animal ou ainda de procedimentos biotecnológicos, por meio de manipulação ou inserção de outro material genético (DNA recombinante) ou alteração dos genes.

Essa categoria inclui, entre outros, vacinas, soros hiperimunes, hemoderivados, anticorpos monoclonais e análogos de GLP-1 feitos por processo biológico, como é o caso da semaglutida. Eles costumam ser aplicados por via injetável (endovenosa ou subcutânea) para garantir a integridade estrutural e funcional das substâncias. Mas também é possível o seu uso pela forma oral.

Já os análogos sintéticos são feitos por síntese química, o que resulta em moléculas menores e mais estáveis que podem ser reproduzidas de forma idêntica. São comumente utilizados por diversas vias, como oral, injetável, inalatória e oftálmica.

Esses produtos são considerados de alta complexidade, pois compartilham características típicas de medicamentos sintéticos (por exemplo, resíduos de solventes no processo, resíduos de catalisadores metálicos, impurezas com estrutura química semelhante) e também de biológicos, como risco de imunogenicidade, formação de agregados, entre outros.

Ozivy é um medicamento genérico?

É importante destacar que o Ozivy não é um medicamento genérico, já que não há genérico de produtos biológicos conforme regulação brasileira. O produto é classificado como medicamento novo, sendo um análogo sintético de produto biológico.

Quando o medicamento estará disponível no mercado?

Após o registro na Anvisa, o medicamento pode ser comercializado após a aprovação do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A empresa que possui o registro, porém, é que decide quando o medicamento será colocado à venda.

Para que o produto esteja disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), ele precisa ser avaliado e recomendado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e aprovado pelo Ministério da Saúde. Vale lembrar que nem todos os medicamentos registrados na Anvisa passam pela avaliação da Conitec ou são incorporados ao SUS.

Leia a Resolução 2.122/2026 no Diário Oficial da União (DOU) .

Fonte: Agência Gov.

Link do órgão de origem: Link: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2026/anvisa-aprova-primeira-caneta-de-semaglutida-sintetica-analoga-ao-ozempic-para-diabetes

Reprodução gratuita conforme indicação da Agência Gov: fonte citada e link para a matéria original preservado.

Polícia Federal deflagra 8ª fase da Operação Compliance Zero contra crimes financeiros

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Justiça Publicado em 26/05/2026 07:06 | Agência Gov | Via Polícia Federal

Ação visa apurar a aplicação irregular de R$ 3 bilhões do Rioprevidência em fundos de investimento de banco privado

Polícia Federal deflagra 8ª fase da Operação Compliance Zero contra crimes financeiros
Polícia Federal/Divulgação

Na manhã desta terça-feira (26/5), a Polícia Federal deflagrou a oitava fase da Operação Compliance Zero para apurar a possível prática de crimes financeiros no âmbito do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro – Rioprevidência. Na ação de hoje, policiais federais cumprem 10 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no Rio de Janeiro (RJ) e em Brasília (DF). 

A investigação é um desdobramento da Operação Barco de Papel que identificou aportes suspeitos do Rioprevidência em Letras Financeiras de banco privado que totalizaram cerca de R$ 970 milhões, entre outubro de 2023 e julho de 2024.

Nesta fase, apura-se aplicações de R$ 2,01 bilhões, a partir de julho de 2024, em fundos de investimentos do mesmo banco, totalizando cerca de R$ 3 bilhões transferidos do Rioprevidência.

Compliance Zero

A Operação Compliance Zero foi deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2025 para investigar fraudes contra o sistema financeiro nacional, com foco na emissão e na negociação de títulos de crédito falsos. As investigações tiveram início após requisição do Ministério Público Federal e apontam que o Banco Master teria criado carteiras de crédito sem lastro, posteriormente vendidas ao Banco de Brasília (BRB) e substituídas por ativos sem avaliação técnica adequada, após fiscalização do Banco Central do Brasil. 

A 3ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em março de 2026, cumpriu mandando de prisão contra o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. 

Fonte: Agência Gov.

Link do órgão de origem: Link: https://www.gov.br/pf/pt-br/assuntos/noticias/2026/05/policia-federal-deflagra-8a-fase-da-operacao-compliance-zero

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EBC recebe Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça pela terceira vez consecutiva

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Mulheres Publicado em 26/05/2026 07:25 | Agência Gov | Via EBC

Nesta segunda-feira (25), reconhecimento foi entregue pelo Ministério das Mulheres a empresas que fortalecem a diversidade na cultura organizacional

EBC recebe Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça pela terceira vez consecutiva
Valter Campanato/Agência Brasil
A honraria foi entregue durante a cerimônia da 7ª edição do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, em Brasília

Pela terceira vez consecutiva, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) foi reconhecida com o Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça, concedido pelo Ministério das Mulheres. Nesta segunda-feira (25/5), a honraria foi entregue durante a cerimônia da 7ª edição do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, em Brasília.

Representando a EBC, a diretora-presidente, Antonia Pellegrino, destaca a importância do Selo Pró-Equidade para a promoção da igualdade no ambiente de trabalho. “Desde 2023, quando assumimos a gestão, trazer a questão da equidade de gênero e raça para a programação foi um tema que norteou nossas escolhas. Buscamos incorporar esse olhar em nossas decisões para que a programação da comunicação pública reflita esse anseio por uma representação mais equitativa. Esse prêmio mostra que conseguimos fazer com que essa mensagem fosse compreendida”, afirma.

Além disso, Antonia explica que, “do ponto de vista empresarial e da gestão, a diversidade na tomada de decisão permite contemplar diferentes pontos de vista que compõem o público”.

O Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça também é resultado das ações promovidas pelo Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça da EBC (Proeq), como campanhas de conscientização, atividades formativas, debates internos, além de iniciativas e medidas voltadas ao fortalecimento da cultura organizacional baseada nos direitos humanos e na igualdade de oportunidade.

“Que essa conquista possa fortalecer ainda mais a implementação de ações de combate ao assédio moral e sexual, além de incentivar a liderança feminina em toda a EBC. Estamos todas, todos e todes de parabéns!”, comemora Mara Régia, coordenadora do Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça da EBC.

Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça da EBC (Proeq) com a presidenta Antonia Pellegrino na cerimônia de entrega do Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça / Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça da EBC (Proeq) com a presidenta Antonia Pellegrino na cerimônia de entrega do reconhecimento

Nesta edição do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, 80 empresas públicas, privadas e de economia mista foram aprovadas para receber o selo, reconhecendo organizações que desenvolveram ações voltadas à construção de um ambiente de trabalho mais igualitário e representativo.

O Programa

Criado em 2005, o Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça chega à 7ª edição consolidado como uma ferramenta estratégica para a promoção da justiça social e da cidadania plena no mundo do trabalho.

A iniciativa busca incentivar médias e grandes empresas a adotarem práticas de equidade em suas estruturas organizacionais, especialmente nas áreas de gestão de pessoas e recursos humanos, promovendo mudanças institucionais que contribuam para a redução das desigualdades e para o fortalecimento de ambientes corporativos mais inclusivos.

O programa é coordenado pelo Ministério das Mulheres, em parceria com o Ministério da Igualdade Racial, o Ministério do Trabalho e Emprego, a ONU Mulheres e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Compromisso

A EBC integra ainda a Rede Equidade, coordenada pelo Senado Federal, e participa do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça do Ministério das Mulheres. Além disso, a empresa é signatária do Pacto pela Diversidade, Equidade e Inclusão nos órgãos estatais, coordenado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

Fonte: Agência Gov.

Link do órgão de origem: Link: https://ebc.com.br/imprensa/2026/ebc-recebe-selo-pro-equidade-de-genero-e-raca-pela-terceira-vez-consecutiva

Reprodução gratuita conforme indicação da Agência Gov: fonte citada e link para a matéria original preservado.

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