FPSO P-84 mostra a escala da engenharia offshore da Petrobras
A plataforma P-84, contratada pela Petrobras para o campo de Atapu, no pré-sal da Bacia de Santos, chama atenção pela escala industrial e pelo pacote de soluções voltadas à eficiência energética e à redução de emissões.
A unidade faz parte de uma nova geração de FPSOs da Petrobras. FPSO é a sigla em inglês para unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência. Na prática, trata-se de uma grande planta industrial instalada no mar, capaz de receber óleo e gás dos poços, processar a produção, armazenar petróleo e transferir carga para navios aliviadores.
Segundo a Petrobras, a P-84 será destinada ao campo de Atapu, em águas ultraprofundas, enquanto a P-85 será instalada em Sépia. Cada plataforma terá capacidade de produzir até 225 mil barris de óleo por dia e processar 10 milhões de metros cúbicos de gás por dia.
O projeto também é relevante do ponto de vista tecnológico. A Petrobras informa que as unidades adotam o conceito all electric, com geração de energia mais eficiente, otimizações na planta de processamento e tecnologias associadas à redução de emissões. A expectativa divulgada pela companhia é de redução de 30% na intensidade de emissões de gases de efeito estufa por barril de óleo equivalente produzido.
A construção envolve uma cadeia internacional de engenharia naval e offshore. A Petrobras assinou contratos com a Seatrium O&G Americas Limited para aquisição das plataformas. A CIMC Raffles, na China, informou que recebeu contratos de EPC para fornecimento dos cascos das unidades P-84 e P-85, incluindo módulos associados.
Para quem acompanha engenharia, indústria e óleo e gás, o vídeo da P-84 em construção ajuda a visualizar a dimensão de um FPSO moderno. Projetos desse porte conectam disciplinas como estrutura naval, tubulação, elétrica, instrumentação, automação, segurança operacional, logística, planejamento, montagem industrial e comissionamento.
Embora a construção envolva estaleiros fora do Brasil, a entrada de novas plataformas no pré-sal movimenta uma cadeia ampla de fornecedores, serviços técnicos, manutenção, operação offshore e suporte logístico. É o tipo de projeto que mostra como energia, engenharia e indústria pesada continuam caminhando juntas.
Fontes: Agência Petrobras; Agência Petrobras; CIMC Raffles.
Conteúdo autoral, resumido e contextualizado pelo Projetistas PE.
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