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'Cultura abre horizontes, faz enxergar mais longe e aquilo que não era visível', diz Lula em lançamento do Tela Brasil

Reprodução de matéria da Agência Gov. A publicação original informa que a reprodução é gratuita desde que citada a fonte.
Cultura Publicado em 30/05/2026 16:54 | Agência Gov | Via Planalto

Presidente lançou, no Rio de Janeiro, a Plataforma Tela Brasil, cujo propósito é democratizar o acesso ao audiovisual brasileiro. Com investimento de aproximadamente R$ 9 milhões e tecnologia 100% nacional, iniciativa reúne mais de 500 obras

'Cultura abre horizontes, faz enxergar mais longe e aquilo que não era visível', diz Lula em lançamento do Tela Brasil
Ricardo Stuckert/PR
Cerimônia contou com a participação da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e de vários artistas, alem de autoridades

Um novo marco na democratização da cultura brasileira e facilitação do acesso ao audiovisual brasileiro foi celebrado neste sábado (30/5), quando o presidente Lula participou da cerimônia de lançamento da Plataforma Tela Brasil, o streaming público e gratuito voltado à exibição de obras audiovisuais brasileiras.

A cerimônia contou com a participação da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e foi realizada na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro (RJ), durante o Rio2C, encontro de criatividade que se divide em Summit, Conferência, Mercados e Festivalia, e que, durante seis dias, apresenta conteúdos em keynotes e painéis abordando temas relevantes da indústria criativa.

Lula argumentou que a importância da soberania cultural do Brasil se constroi com o prestígio das produções nacionais e com a valorização dos profissionais do audiovisual como forma de formular a construção de uma identidade nacional que considere a multiplicidade cultural de uma nação.

A Plataforma Tela Brasil e o investimento em cultura que o Governo do Brasil está fazendo vai contribuir para a elevação da compreensão de um país chamado Brasil”, defendeu Lula

“Por que nós somos assim? Por que nós fazemos assim? Vamos nos compreender, porque a gente está muito acostumado com cultura estrangeira no Brasil. A quantidade de enlatados, de má qualidade, que a gente é obrigado a assistir toda noite, porque não tem outra coisa para a gente ver, não permite que a juventude brasileira tenha acesso à plenitude da cultura brasileira”, argumentou.

O presidente ressaltou a relevância e importância do setor cultural na economia do país e no desenvolvimento e aquecimento do mercado de trabalho do setor. “Cada produção pequena, cada filme, envolve milhares de pessoas, centenas de pessoas trabalhando. Cada peça de teatro são centenas de pessoas, cada show musical envolve centenas de pessoas, e a gente não tem dimensão. O mais importante é a gente conhecer o nosso país por dentro, conhecer a nossa cultura, a razão das coisas que fizeram a gente chegar onde nós chegamos”, observou o presidente.

Desenvolvida com tecnologia brasileira pelo Ministério da Cultura (MinC), com apoio da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), a Plataforma Tela Brasil de vídeo sob demanda consolida-se como política pública estruturante de acesso, promoção, formação e memória do audiovisual brasileiro. Os investimentos realizados na implementação da plataforma somam aproximadamente R$ 9 milhões entre 2024 e 2025, e contemplam licenciamento de obras, desenvolvimento tecnológico, acessibilidade, curadoria e gestão do projeto.

Lula também lembrou do lançamento do MEC Livros, plataforma gratuita de livros digitais que dispõe de acervo de obras literárias nacionais para livre e gratuito acesso da população brasileira.

“A cultura abre a cabeça, abre horizontes, faz a gente enxergar um pouco mais longe. Faz a gente enxergar o que antes não era visível para nós. Temos que entender que devemos abrir oportunidade para as pessoas brasileiras terem acesso a tudo. E as pessoas podem gostar de tudo que quiserem gostar. Ninguém vai questionar. Cada um vê o que quiser e cada um é responsável por aquilo que vê. É esse país que queremos construir”, completou Lula. “Temos artistas de teatro, de cinema, extraordinários. Música extraordinária. Nós temos de tudo. Por que a gente não sente orgulho de mostrar as coisas que a gente faz?”, questionou.

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Passo histórico

Com a iniciativa, o Governo do Brasil dá um passo histórico para a soberania cultural e a inclusão digital ao disponibilizar obras audiovisuais brasileiras em uma plataforma pública e gratuita de vídeo sob demanda. O acesso será integrado ao site Gov.br, com o objetivo de ampliar o alcance da produção nacional e democratizar o acesso da população à cultura brasileira.

No primeiro momento, a plataforma estará disponível em versão web, com possibilidade de espelhamento em smart TVs. As versões para Android e iOS serão disponibilizadas em até 30 dias após o lançamento oficial.

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, contou que a principal motivação é cumprir a missão de que o povo brasileiro tenha acesso aos seus direitos culturais e ampliar a distribuições de produções audiovisuais nacionais.

O audiovisual agrega todas as artes, a música, o desenho, os filmes, as séries. Muita gente trabalha no setor e a nossa diversidade está no que a gente produz, porém o povo não tinha acesso”, disse a ministra

“Para fazer com que isso chegasse ao nosso povo, a solução foi exatamente criar uma plataforma, o Tela Brasil, gratuita, onde o povo vai ter acesso à produção maravilhosa dessas pessoas. Não é fácil trabalhar com a arte-cultura, em qualquer contexto, mas para você conseguir levar para a casa das pessoas essa cara diversa do Brasil, essa potência maravilhosa, precisava haver essa ferramenta, uma plataforma gratuita, onde o povo brasileiro vai poder se ver, pesquisar, conhecer e se entreter, Temos uma diversidade grande da produção, desenhos animados, filmes premiados”, detalhou Margareth Menezes.

A ministra reforçou o papel da arte e da cultura nacional na tarefa de tornar o povo brasileiro mais consciente de suas origens e da história de um país gestado pela miscigenação e pela pluralidade e diversidade étnica, racial e cultural. “Então, esse é o primeiro passo para a gente conseguir também fazer com que o povo se reconheça e fortalecer a nossa identidade, fortalecer o nosso audiovisual, fortalecer a soberania do nosso povo por meio da nossa cultura. É isso que o presidente Lula falou: o povo que se vê, se fortalece, porque nossas histórias são lindas. Temos povos originários, os povos africanos, os povos europeus, as pessoas que construíram este país. Histórias que nunca foram contadas, em todas as nossas regiões. Tem pessoas valorosas, histórias valorosas, temos a diversidade da beleza que temos no nosso país, um país belo, rico, em todos os sentidos”, declarou a titular da Cultura.

Perfis de acesso

A plataforma contará com dois perfis de acesso. O Perfil Cidadão será voltado ao acesso individual via Gov.br, estruturado em seções organizadas para facilitar navegação e acesso do público aos conteúdos. A estrutura se divide em categorias, gêneros, formatos, busca e minha área.

Já o Perfil Direcionado será destinado à formação de público, debates temáticos, curadorias específicas, com exibições coletivas. O perfil se divide em Rede Exibidora e Escolas, incluindo cineclubes, pontos de cultura, bibliotecas, museus, escolas, mostras e festivais.

A primeira-dama da República, Janja Lula da Silva, relembrou que a diversidade da população brasileira é uma construção de múltiplas cores e destacou, citando dados da Agência Nacional do Cinema, o protagonismo feminino no setor cultural nacional.

“As mulheres representam cerca de 42% dos empregos no setor do audiovisual brasileiro.Bastante, quase metade. Eu sempre falo da importância de mais mulheres nos espaços de decisão e poder. Seja dirigindo um filme, roteirizando um filme, escrevendo um roteiro, a gente ainda tem apenas 17% de mulheres nesses espaços que a gente considera de decisão e poder. O cinema brasileiro se coloca a partir do Tela Brasil para mostrar ao mundo a importância que tem. A gente tem um país grandioso, maravilhoso, diverso e muito feminino. E a presença das mulheres nesses espaços no cinema nacional”, frisou.

As obras — O catálogo inicial reúne 555 obras audiovisuais brasileiras. Serão 139 longas-metragens, 85 médias-metragens ou telefilmes, 267 curtas-metragens e 64 obras seriadas (episódios). As obras selecionadas por edital já contam com recursos de acessibilidade, como audiodescrição, legendagem descritiva e Libras. As demais receberão recursos de acessibilidade, ainda em 2026, por meio de Termo Aditivo firmado com a Ufal. Entre as obras disponíveis na plataforma estão Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), A Noite do Espantalho (1974), Xica da Silva (1976), Carandiru (2003), Olga (2004), Quase Dois Irmãos (2005) e As duas Irenes (2017). O catálogo reúne diretores como Glauber Rocha, Sérgio Ricardo, Carlos Diegues, Suzana Amaral, Jayme Monjardim, Fábio Barreto, Lúcia Murat e Arthur Fontes.

“Pensamos em uma plataforma que, primeiro, é uma tecnologia brasileira, desenvolvida por uma universidade pública, gratuita e de qualidade, para um serviço público, gratuito e de qualidade de audiovisual. E só poderia ter sentido isso se nós também tivéssemos a diversidade histórica. Então nós temos títulos que vão da produção histórica, do acervo da Cinemateca Brasileira, até os filmes que concorreram ao Oscar, filmes que estão rodando e estão sendo premiados nos festivais agora. Dentro de um serviço de streaming também há produções de qualidade infanto-juvenil para todas as crianças e jovens”, acrescentou o secretário-executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares dos Santos, durante a solenidade de lançamento da Plataforma Tela Viva Brasil.

Democratização

A Plataforma Tela Brasil tem entre suas diretrizes incentivar a difusão do audiovisual brasileiro, destacando os diversos formatos e gêneros; democratizar o audiovisual como linguagem artística e ferramenta social, formando pensamentos críticos; promover a história e memória do setor; e visibilizar a pluralidade cultural dos povos brasileiros.

EBC e MinC

A cerimônia também marcou a assinatura de Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Ministério da Cultura e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O acordo prevê a adesão da EBC à Plataforma Tela Brasil, com disponibilização de obras audiovisuais do acervo da empresa pública, incluindo conteúdos próprios e licenciados.

As obras poderão ser exibidas gratuitamente tanto no perfil aberto ao público geral quanto em sessões coletivas não comerciais voltadas a finalidades culturais, educativas e institucionais. O ACT também prevê cooperação em integração tecnológica e interoperabilidade entre sistemas, incluindo iniciativas relacionadas ao ecossistema da TV 3.0.

A presidenta da EBC, Antonia Pellegrino, afirmou considerar o termo um avanço histórico no esforço de integrar a comunicação pública com o acervo audiovisual brasileiro por meio de uma única plataforma que agrega conteúdos jornalísticos com produções culturais como novelas, séries, animações e filmes produzidos em território nacional. “São mais de 3 mil horas de conteúdo, mais de 150 obras, entre documentários, musicais, o nosso Sem Censura. Essa união de forças é muito importante para democratizar ainda mais o acesso, para que a gente traga toda a diversidade da comunicação pública, também adicionando isso ao Tela Brasil”, afirmou.

TV Brasil — Com vigência inicial de 48 meses, o acordo visa impulsionar iniciativas de inovação e integração tecnológica no setor audiovisual público. Serão mais de 150 títulos com cerca de 3 mil horas do acervo EBC, que inclui programas como Sem Censura; Samba na Gamboa e Xodó de Cozinha. Esse termo de cooperação prevê, ao longo dos próximos meses, o compartilhamento de conteúdos da TV Brasil para uma plataforma Tela Brasil. A EBC também prevê, em acordos futuros, incluir a possibilidade de exibição no Tela Brasil em todos os licenciamentos. A empresa realiza pesquisa e curadoria para buscar no acervo obras como A, B, Z do Ziraldo, realizado pelo cartunista para a TV Brasil; A arte do artista, conduzido por Aderbal Freire Filho; Oncotô, com Jorge Mautner; além de episódios clássicos, como Caminhos da reportagem e Observatório da imprensa.

Fonte: Agência Gov.

Link do órgão de origem: Link: https://www.gov.br/planalto/pt-br/acompanhe-o-planalto/noticias/2026/05/201ccultura-abre-horizontes-faz-enxergar-mais-longe-e-aquilo-que-nao-era-visivel201d-diz-lula-em-lancamento-do-streaming-nacional-tela-brasil

Reprodução gratuita conforme indicação da Agência Gov: fonte citada e link para a matéria original preservado.

PIB cresce 1,1% no primeiro trimestre e chega a R$ 3,3 trilhões

Reprodução de matéria da Agência Gov. A publicação original informa que a reprodução é gratuita desde que citada a fonte.
Economia Publicado em 29/05/2026 13:25 | Agência Gov | Via IBGE

Resultado foi positivo nos três setores - Agropecuária, Indústria e Serviços. Nos últimos quatro trimestres, o PIB registrou crescimento de 2%. Consumo das famílias cresceu em um ritmo próximo ao do PIB, contribuindo para o aumento da economia neste trimestre

PIB cresce 1,1% no primeiro trimestre e chega a R$ 3,3 trilhões
Abiove
Agropecuária, Extrativa mineral e Outras atividades de serviços foram as atividades que mais contribuíram para o crescimento do PIB

O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu (1,1%) no primeiro trimestre do ano, frente ao 4o trimestre de 2025, totalizando R$ 3,3 trilhões, com resultado positivo nos três setores - Agropecuária (2,0%), Indústria (1,0%), e Serviços (0,5%). Frente ao 1trimestre de 2025, o ritmo da economia avançou 1,8%, enquanto no acumulado dos últimos quatro trimestres, o PIB registrou elevação de 2,0%.

Em valores correntes, foram gerados R$ 3,3 trilhões, sendo R$ 2,8 trilhões referentes ao Valor Adicionado (VA) a preços básicos e R$ 461,2 bilhões aos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios. Os dados são do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, divulgados nesta sexta-feira (29/5) pelo IBGE.

Entre as atividades industriais, a Extrativa Mineral (3,6%) e a Construção (2,9%) tiveram desempenho positivo, enquanto a Transformação manteve-se estável (0,1%). Houve queda na atividade Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,3%). O setor industrial corresponde a aproximadamente 23% do valor adicionado.

Entre as atividades de Serviços, que têm peso de aproximadamente 70% na economia do país, houve crescimento no trimestre, frente ao 4o trimestre do ano passado, em Informação e comunicação (2,4%), Atividades imobiliárias (1,2%), Outras atividades de serviços (0,8%), Comércio (0,6%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,4%). Por outro lado, caíram Transporte, armazenagem e correio (-0,7%) e Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (-0,6%).

“O crescimento do PIB, na série com ajuste sazonal, ficou próximo ao da Indústria, com os Serviços puxando o crescimento médio para baixo e a Agropecuária para cima. Não se pode somar resultados com ajuste sazonal mas, em linhas gerais, foi esse o perfil do crescimento por grupo de atividades no trimestre”, destaca o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes de Moraes.

Levando-se em conta seus pesos no PIB, as atividades que mais contribuíram para o crescimento foram a Agropecuária, a Extrativa mineral e as Outras atividades de serviços”, completa

A Despesa de Consumo das Famílias (1%) e a Formação Bruta de Capital Fixo (3,5%) expandiram-se, assim como a Despesa de Consumo do Governo (0,4%). No que se refere ao setor externo, as Exportações de Bens e Serviços tiveram variação negativa de 1,7% ao passo que as Importações de Bens e Serviços cresceram 4,4% em relação ao 4o trimestre de 2025.

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O coordenador explica que depois de um fim de 2025 em que ficou quase estável, no 1º trimestre o consumo das famílias cresceu em um ritmo próximo ao do PIB. “Ele é o agregado com mais peso entre os usos e contribuiu para o maior crescimento da economia este trimestre. Já o investimento (FBCF) cresceu 3,5% depois de ter caído 3,4% no trimestre anterior (voltando ao patamar em que estava no fim do 3º trimestre do ano passado). Mesmo com um peso bem menor que o do consumo, ele também teve uma contribuição significativa para o crescimento no primeiro trimestre de 2026. Já o consumo do governo cresceu menos que no trimestre passado e que no anterior – com uma contribuição mais baixa para o crescimento, detalha Moraes.

PIB cresce frente ao 1º trimestre de 2025

Comparado a igual período de 2025, o PIB teve crescimento de 1,8% no primeiro trimestre de 2026. O Valor Adicionado a preços básicos apresentou elevação de 1,8% e os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios avançaram em 1,9%.

Todas as atividades dos Serviços apresentaram alta: Informação e comunicação (7,6%), Atividades Imobiliárias (2,9%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,8%), Outras atividades de serviços (2,4%), Comércio (1,0%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (1,1%) e Transporte, armazenagem e correio (0,7%).

Entre as atividades industriais, as Indústrias Extrativas (13,1%) tiveram destaque, impulsionadas pela Extração de Petróleo e Gás Natural, assim como a Construção (1,3%), cuja variação positiva está em linha com o crescimento do pessoal ocupado e horas trabalhadas na atividade. A atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-1,7%) e a Transformação (-0,9%) apresentaram queda. No caso da Transformação, a queda foi puxada pela Impressão e reprodução de gravações (-10,2%) e Fabricação de máquinas e equipamentos (-9,4%).

A taxa da Agropecuária pode ser explicada pelo crescimento de produção e ganho de produtividade da Agricultura. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE), condições climáticas favoráveis na maior parte das regiões produtoras do país e a expansão da área plantada impulsionaram o cultivo de soja que, com acréscimo de 4,8% na estimativa anual de produção, alcançou produção recorde na série histórica. Por outro lado, outros produtos agrícolas, cujas safras também são significativas no primeiro trimestre, registraram queda na estimativa anual tanto de produção quanto de produtividade, como, por exemplo, o milho (-2,5%) e o arroz (-10,6%).

No primeiro trimestre de 2026, a Despesa de Consumo das Famílias registrou alta de 1,7%. A Despesa de Consumo do Governo (2,8%) também apresentou elevação em relação ao primeiro trimestre de 2025.

A Formação Bruta de Capital Fixo caiu 1,4% no 1º trimestre de 2026, sendo a sua segunda queda após três trimestres de alta. O desempenho foi afetado pela queda na produção de bens de capital (-6,3%).

“A queda na produção de bens de capital entre o 1º trimestre de 2025 e o 1º trimestre de 2026 foi a responsável pela queda do investimento (FBCF) nesse período. Mesmo com crescimento na construção civil e na importação de máquinas e equipamentos, a queda na produção nacional puxou o índice para baixo”, afirma o coordenador de Contas Nacionais.

As Exportações de Bens e Serviços cresceram 7,4%, enquanto as Importações de Bens e Serviços avançaram 1,2% no primeiro trimestre de 2026. Entre as exportações de bens, aqueles setores que com maior contribuição positiva foram: Extração de petróleo e gás natural, Produtos alimentícios e Outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores. Na pauta de importações de bens, a alta se deu principalmente por: Veículos automotores, reboques e carrocerias, Derivados do petróleo, biocombustíveis e coque e Produtos farmoquímicos e farmacêuticos.

Saiba mais 

O Sistema de Contas Nacionais Trimestrais- SCNT apresenta os valores correntes e os índices de volume trimestralmente para o Produto Interno Bruto (PIB) a preços de mercado, impostos sobre produtos, valor adicionado a preços básicos, consumo pessoal, consumo do governo, formação bruta de capital fixo, variação de estoques, exportações e importações de bens e serviços. No IBGE, o SCNT foi iniciado em 1988 e reestruturado a partir de 1998, quando os seus resultados foram integrados ao Sistema de Contas Nacionais, de periodicidade anual. A próxima divulgação, referente ao 2º trimestre de 2026, está prevista para o 1º de setembro.

O que é o SCNT? 
Série Histórica 
Tabelas 
Publicações 

Fonte: Agência Gov.

Link do órgão de origem: Link: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/46918-pib-avanca-1-1-no-primeiro-trimestre-e-chega-a-r-3-3-trilhoes

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Receita paga nesta sexta (29) maior lote de restituição do imposto de renda da história

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Economia Publicado em 29/05/2026 09:28 | Agência Gov | Via Agência Brasil

Cerca de 8,7 milhões de contribuintes receberão R$ 16 bilhões. Esse primeiro lote representa 40% das restituições previstas para serem pagas este ano, tanto em valores quanto em número de contribuintes

Receita paga nesta sexta (29) maior lote de restituição do imposto de renda da história
Bruno Peres/Agência Brasil

Quase 9 milhões de contribuintes recebem nesta sexta-feira (29/5) o maior lote de restituição do Imposto de Renda da história. Ao longo do dia, a Receita Federal pagará R$ 16 bilhões a 8.749.992 pessoas. O pagamento contempla o primeiro lote da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2026 e restituições residuais de anos anteriores.

Em nota, a Receita informou que o lote recorde se deve à agilidade no processamento das declarações e do avanço das ferramentas de modernização e automação adotadas pelo órgão. O primeiro lote de 2026, informou o órgão, representa 40% das restituições previstas para serem pagas este ano, tanto em valores quanto em número de contribuintes.

Dos R$ 16 bilhões desse lote, R$ 8,64 bilhões vão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.

As restituições estão distribuídas da seguinte forma:

  • 4.959.431 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix (prioridade não determinada por lei)
  • 2.256.975 contribuintes de 60 a 79 anos (prioridade legal)
  • 1.054.789 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério (prioridade legal)
  • 256.697 contribuintes acima de 80 anos (prioridade legal);
  • 222.100 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave (prioridade legal).

Neste lote, que coincide com o último dia de entrega da Declaração do Imposto de Renda deste ano, não há o pagamento a contribuintes sem prioridade.

consulta pode ser feita desde o último dia 22, na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

O recorde anterior tinha sido registrado no primeiro lote de 2025, que contemplou créditos de R$ 11 bilhões para 6,2 milhões de contribuintes. Neste ano, a Receita reduziu de cinco para quatro o número de lotes regulares de restituições da declaração, com pagamentos no fim de maio, de junho, de julho e de agosto.

Pagamento

O pagamento será feito ao longo do dia na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda.Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes.

Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Caso o contribuinte não resgate o valor da restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo "Solicitar restituição não resgatada na rede bancária".

Fonte: Agência Gov.

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